quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Opinião: A Coroa (A Seleção #5)

Título Original: The Crown (2016)
Organização: Kiera Cass
Tradução: Alexandra Cardoso
ISBN: 9789897543401
Editora: Marcador (2017)

Sinopse:

Este é o volume final da saga «A Seleção», que apaixonou milhares de leitores por todo o mundo! Em A Herdeira, o universo de A Seleção entrou numa nova era. Vinte anos se passaram desde que America Singer e o príncipe Maxon se apaixonaram, e a filha do casal é a primeira a passar pela sua própria seleção. Eadlyn não acreditava que encontraria um companheiro entre os trinta e cinco pretendentes do concurso, muito menos o amor verdadeiro. Mas às vezes o coração tem uma maneira estranha de surpreender-nos... E agora Eadlyn precisa fazer uma escolha muito mais difícil - e importante - do que esperava.

Opinião:

Está encerrada a série "A Seleção". Em A Coroa, Kiera Cass coloca um fim a esta história e se já antes afirmava que preferia Eadlyn a America como protagonista, agora enalteço isso. A heroína desta aventura cresceu imenso, sendo muito mais fácil sentir empatia com ela do que aconteceu no momento em que foi apresentada no volume anterior, A Herdeira. Uma personagem principal e uma narrativa mais rápida e cativante torna este livro o meu preferido da série.

Assim que a leitura começa, a autora prova-nos que Eadlyn deixou de ser a menina rica privilegiada que não tem noção da realidade do seu povo. Os rapazes que compõe a Seleção mudaram esta herdeira ao trono, conseguiram levá-la a parar para pensar no que existe além do palácio. A partir desse momento, é possível observar a mudança de prioridades desta protagonista e, consequentemente, também a sua forma de se mostrar aos outros.

Eadlyn revela-se uma jovem inteligente, sensível, trabalhadora, dedicada e altruísta. Contudo, não é essa a primeira impressão que passa aos outros. É curioso como a autora nos leva a pensar na dificuldade que muitas vezes sentimentos em revelar-nos tal como somos, sendo que muitas vezes não somos bem interpretados e, por isso, compreendidos. Para esta heroína é essencial ser vista como é na verdade, pois só assim conseguirá cumprir o seu dever. Talvez a nossa verdade também faça com que seja mais fácil alcançar os objetivos que temos.

A ideia geral da Seleção continua a não me deixar propriamente entusiasmada. A protagonista é forçada a desenvolver vários interesses amorosos, uma vez que tem de analisar a sua ligação com cada candidato. Isto ocupa uma grande parte da narrativa, tal como acontece nos volumes anteriores da saga. Contudo, a novidade aqui é que algumas personagens conseguem surpreender, revelando-se mais complexas do que aconteceu com a Seleção dos primeiros três livros, que tinham America como protagonista. Confesso que já esperava a escolha que Eadlyn iria fazer. Fiquei satisfeita com este desfecho, apesar de ter achado demasiado dramática a forma como foi alcançado.

Um outro ponto forte deste livro é a preocupação de Eadlyn com o seu papel de herdeira do rei. Isto faz com que não existe apenas romance na trama, mas também um contexto de maior interesse. É verdade que continuo a lamentar o facto de Kiera Cass não desenvolver mais este mundo, mas desta vez apreciei os problemas sociais que foram apresentados, a forma como a opinião pública se revela essencial para as massas e ainda mais as soluções finais que a protagonista encontrou e colocou em prática.

O desenrolar da acção é mais rápido do que aconteceu no livro anterior. Existem mais momentos de interesse, o que torna a leitura bastante rápida. Terminado este volume, é possível constatar a evolução da autora. A história vai de encontro ao que os fãs, de certo, desejam encontrar, mas as personagens estão mais ricas e humanas enquanto os motivos que provocam o desenrolar dos acontecimentos são também mais cativantes. Kiera Cass conseguiu concluir muito bem esta saga. Fiquei bastante satisfeita e com vontade que, apesar de tudo, a autora volte a este mundo, através de um ponto de vista diferente, para mostrar de que forma a sociedade foi alterada graças às novas ideiais de Eadlyn. Posso ter esperança, não posso?

Outras opiniões a livros de Kiera Kass:
A Seleção (A Seleção #1)
A Elite (A Seleção #2)
A Escolha (A Seleção #3)
A Herdeira (A Seleção #4)
A Sereia

domingo, 12 de novembro de 2017

Opinião: A Mulher do Meu Marido

Título Original: My Husband's Wife (2016)
Organização: Jane Corry
Tradução: Mário Dias Correia
ISBN: 9789896579531
Editora: Planeta (2017)

Sinopse:

Lily é advogada e, quando casa com Ed, está decidida a deixar para trás os segredos do passado. Quando aceita o seu primeiro caso criminal, começa a sentir-se estranhamente atraída pelo cliente. Um homem acusado de assassínio. Um homem pelo qual estará em breve disposta a arriscar tudo.
Mas será ele inocente?
E quem é ela para julgar?
Mas Lily não é a única a ter segredos. A sua pequena vizinha Carla só tem nove anos. Mas já percebeu que os segredos são coisas poderosas, para obter o que deseja.
Quando Lily encontra Carla à sua porta, dezasseis anos depois, uma cadeia de acontecimentos é posta em marcha e só pode acabar de uma forma… a pior que Lily podia imaginar.

Opinião:

O título deste livro de Jane Corry prendeu-me logo a atenção. É que ainda antes de começar a leitura fico com a sensação de que vou ler uma história onde as emoções estarão à flor da pele e no qual poderá assistir a um crime passional. As minhas deduções mostraram-se certas, mas A Mulher do Meu Marido acaba por ser mais do que isso.

Esta é uma obra que pode ser analisada em duas partes. Na primeira assistimos a um julgamento duvidoso e ao início problemático de um casamento em paralelo com uma história de infância que se desenvolve num seio desequilibrado. Na segunda, que acontece 12 anos mais tarde, assistimos às consequências de todas as acções registadas anteriormente e percebemos como estas alteraram para sempre os seus intervenientes. Confesso que a primeira fase não me cativou tanto como a segunda. O início da leitura revelou-se algo demorado, talvez por ter dificuldades em ligar-me às personagens. Já a segunda parte apresentou uma evolução mais apelativa e reviravoltas que surpreenderam.

A história vai sendo narrada sempre na perspectiva de duas personagens, Lily e Carla. É curioso notar que a minha percepção de cada uma destas figuras foi alterando conforme o desenrolar da narrativa. Ao início senti mais ligação a Carla do que a Lily, mas na segunda parte da trama isso alterou-se. Acho que tal se deveu ao facto de, na fase inicial, Carla ser uma criança com muitas carências. É amada pela mãe, é certo, mas nunca para ser uma prioridade para ninguém e, por isso, nunca se sentindo parte de nada. Desejei vê-la a alcançar o equilíbrio emocional, mal tal estava sempre ligado a outras figuras que não tinham tal preocupação. Já Lily surge com tal insegurança que acaba por ter atitudes exageradas e por tomar decisões extremas. Esta é uma mulher com quem não é fácil simpatizar pois, apesar de ter os seus momentos de bondade, tem demasiadas fraquezas pessoais que poderiam ser facilmente contornadas se ela assim o desejasse.

É curioso ver a evolução que estas duas personagens apresentam na segunda parte da obra. Passados 12 anos, Carla torna-se uma jovem mulher ambiciosa que tenta alcançar um modelo que viu noutros mas que não compreende totalmente. Como tal, acaba por fazer escolhas pouco louváveis e por se deparar com uma situação que lhe causa repulsa apesar de, inicialmente, desejar. Já Lily acaba por se tornar mais próxima do leitor a partir do momento em que aceita as suas vulnerabilidades e procura superá-las de modo a alcançar estabilidade para si e para quem mais ama. Tratam-se de duas mulheres inteligentes, manipuladoras e que nos causam curiosidade.

Paralelamente à história pessoal destas personagens assistimos a um caso criminal que dá muito que falar e que acaba por despoletar um outro. Gostei que a autora estivesse constantemente a criar reviravoltas sobre o que realmente aconteceu nestes crimes, despertando a curiosidade do leitor e levando-o a criar diversas hipóteses sobre o que realmente poderá ter acontecido. Ao mesmo tempo, são criados diferentes perfis de cada personagem envolvida, ficando a noção que se tratam de figuras complexas e com as quais a autora se divertiu a "brincar".

A Mulher do Meu Marido revela-se uma leitura complexa, onde nada pode ser o que aparenta e onde todas as histórias apresentam diferentes camadas. Apesar de alguma lentidão inicial, gostei muito da história apresentada e fiquei satisfeita e surpreendida com a forma como Jane Corry construiu cada figura e com o final concedido a cada uma. Um thriller psicológico que brinca com a mente do leitor e que deixa a dúvida no ar até à última página.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Opinião: Menina Boa, Menina Má

Título Original: Good Me, Bad Me (2017)
Organização: Ali Land
Tradução: Margarida Filipe
ISBN: 9789896652951
Editora: Suma de Letras (2017)

Sinopse:

Quando Annie, 15 anos, entrega a sua mãe à polícia espera um novo começo de vida — mas será que podemos realmente escapar ao nosso passado? A mãe de Annie é uma assassina em série. Annie ama a sua mãe, mas a única maneira que tem de a fazer parar é entregá-la à polícia. Com uma nova família de acolhimento e um novo nome — Milly —, espera um novo começo. Agora pode ser quem quer. Mas, com o julgamento da mãe à porta, os segredos do passado de Milly não vão deixá-la dormir… Quando a tensão sobe, Milly vai ter de decidir: será uma menina boa? Ou uma menina má? Porque a mãe de Milly é uma assassina em série. E ela é sangue do seu sangue.


Opinião:

Este é um daqueles livros que prende desde as primeiras páginas. Daquele que, mesmo quando percebemos o rumo que está a tomar, não queremos largar na ânsia de realmente ver o que vai acontecer. Gostei muito de Menina Boa, Menina Má de Ali Land. É um livro que intriga, faz sentir compaixão e ainda assim choca.

Annie é a protagonista desta trama e a figura que nos desafia do início ao fim. O contexto em que esta jovem de 15 anos nos é apresentada cativa pela morbidez. Afinal, Annie denunciou a mãe, uma serial killer, às autoridades e agora está a viver numa família de acolhimento e a preparar-se para o julgamento, da qual é uma das principais testemunhas. Logo aqui conseguimos sentir empatia desta jovem, mas Annie é mais do que uma vítima, é uma personagem que nos desafia devido às imensas camadas que sugere ter. E tem mesmo.

Conforme a trama se vai desenrolando, vamos percebendo melhor a forma como funciona a mente desta protagonista. Ao início, percebemos que é dona de uma grande coragem por ter tido a capacidade de escapar de uma situação doentia, mas depois vamos questionando o quanto poderá ter ficado afectada por ter sido educado por uma mulher de mente tão perversa. Aqui, Ani Land leva-nos a questionar sobre o quanto a educação nos define, assim como a genética. Somos produto do meio em que nos encontramos e das pessoas que nos rodeiam ou conseguimos ir além disso?

Conforme Annie se vai preparando para o dia em que tiver que testemunhar os crimes na mãe em tribunal, vamos também ficando cada vez mais a par dos contornos diabólicos dos mesmos. A atitude manipuladora desta assassina faz-nos perceber que é muito difícil entender, de verdade, as intenções dos outros, mesmo quando estas nos parecem benéficas. Trata-se de uma ideia incómoda. Além disso, conforme surgem mais informação, vão aparecendo também dúvidas sobre a veracidade de tudo o que nos é relatado. Aqui, a autora faz-nos reflectir sobre os conceitos de "bom" e de "mau", sendo que aquilo que é aceite pelo individuo pode não o ser pela sociedade, e vice versa.

Annie é colocada ao lado de Phoebe, a filha do casal que acolheu a protagonista, e as diferenças entre ambas são evidentes. Contudo, esta distinção consegue ir para além do que cada uma exterioriza. o confronto inevitável coloca ao de cima as piores qualidades de cada uma. A primeira quer ser aceite num meio familiar onde se sente bem, a segunda quer sentir que é amada pelos progenitores, que parecem ter sempre outras prioridades. Contudo, a forma como tentam obter o que desejam faz-nos pensar sobre como muitas vezes vemos os outros como rivais quando, na verdade, podem ser bons parceiros. O culminar desta relação não surpreende, mas impressiona.

A leitura desta obra é viciante e, por isso, avança a um bom ritmo. A trama é narrada na primeira pessoa, o que nos fornece uma noção de maior proximidade com a protagonista, mas ainda assim consegue manter o mistério sobre esta figura. Menina Boa, Menina Má é um livro que deixa a sua marca. Uma história que foi claramente escrita por alguém que percebe o quão desequilibrada uma mente pode ser e, ainda assim, parecer saudável e de confiança. Perturbador e delicioso, como um bom thriller deve ser.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Novidade da Marcador para Novembro

A Coroa, de Kiera Kass
Sinopse:Este é o volume final da saga «A Seleção», que apaixonou milhares de leitores por todo o mundo! Em A Herdeira, o universo de A Seleção entrou numa nova era. Vinte anos se passaram desde que America Singer e o príncipe Maxon se apaixonaram, e a filha do casal é a primeira a passar pela sua própria seleção. Eadlyn não acreditava que encontraria um companheiro entre os trinta e cinco pretendentes do concurso, muito menos o amor verdadeiro. Mas às vezes o coração tem uma maneira estranha de surpreender-nos... E agora Eadlyn precisa fazer uma escolha muito mais difícil - e importante - do que esperava.

Disponível a partir de dia 15.



domingo, 29 de outubro de 2017

Festival Bang! - Conversa especial com Anne Bishop e mais

A primeira edição do Festival Bang! aconteceu ontem, dia 28,  no Pavilhão Carlos Lopes, no Parque Eduardo VII, e foi um sucesso. Estava muito entusiasmada com esta iniciativa das Edições Saída de Emergência, tanto pelo plano apresentado como pela certeza de que ia encontrar outros amantes de livros com os quais me reúno sempre em ocasiões semelhantes e com quem é sempre um prazer conviver. E, claro, estava com uma grande expectativa de conhecer Anne Bishop, autora internacional convidada para o evento.

Cheguei no momento em que estava a começar a apresentação do catálogo Bang! para 2018. O entusiasmo aumentou assim que soube quais seriam algumas das grandes apostas da editora para o próximo ano: três livros de Robin Hobb, o último livro da trilogia "Área X", a continuação da saga do "Império Malazano", de Steven Erikson, e, entre outras novidades, a publicação de novas edições de Um Estranho numa Terra Estranha, de Robert A. Heinlein, e de Fahrenheit 451, de Ray Bradbury.

As boas notícias continuaram a surgir. Entusiasmada com alguns dos títulos anunciados na apresentação, fiquei quase sem palavras quando surgiu a oportunidade de ter uma conversa mais íntima com Anne Bishop. Admiro muito esta autora e nunca imaginei que um dia iria estar na mesma sala que ela, quanto mais poder ter uma conversa! Anne Bishop chegou sorridente e desde cedo mostrou a sua simpatia e sentido de humor. Por ter lido em entrevistas que não gostava de viajar, perguntei-lhe o que a tinha motivado a aceitar o convite para vir a Portugal. Anne Bishop disse reconhecer ter muitos fãs no nosso país, recebendo muitos emails portugueses. Admitiu que viajar a deixa muito desgastada, o que a leva a escolher com cuidado os locais para onde vai. E adivinhem: esta foi a primeira vez que visitou um país europeu!



Começámos então a falar da sua obra. Foi tão bom ver o entusiasmo que Anne Bishop expressa ao falar dos seus livros. Sente-se que escreve por verdadeira paixão. Disse ter um grande carinho por Meg e Simon da série "Os Outros" e de se ter divertido muito durante a construção da relação que existe entre ambos. Abordámos a inocência destas personagens em contraste com as grandes dificuldades que têm de ultrapassar. A autora admitiu que enquanto escrevia Cartas de Profecia "ouviu" estas personagens a despedirem-se e a dizerem-lhe que a sua história estava a chegar ao fim. Como tal, este livro, que estará nas bancas a partir de dia 3, apresentará a conclusão de Meg e Simon. Mas não será o último da saga! Anne já escreveu um novo volume, passado no mesmo mundo só que noutra cidade e com personagens diferentes. A obra, que no original tem o título Lake Silence, será publicada no EUA em março de 2018. Ouvir Anne Bishop a desvendar um pouco desta nova trama fez-me ter ainda mais vontade de continuar a acompanhar esta saga.

Claro que falámos sobre a trilogia das "Jóias Negras". Esta foi a obra de estreia de Anne Bishop, que admite ter começado a escrevê-la a pensar num livro único. Só quando terminou o manuscrito daquilo que viria a ser A Filha do Sangue é que a autora admitiu que nunca conseguiria contar toda a história que queria em apenas um volume. Surgiu então a trilogia. Curioso saber que uma história que continua a fazer tanto sucesso tenha demorado algum tempo a encontrar uma editora disposta a publicá-la. Anne admite que tem muitas saudades deste mundo, principalmente das personagens. "O Daemon e o Lucifar enviam-me postais de vez em quando. Estão bem", disse a certa altura, e visivelmente emocionada. E heis que surge uma grande novidade para os fãs destas figuras: Anne revela, ainda que não oficialmente, que voltou a escrever sobre este universo num momento em que tinha tempo livre. Resultado? Poderá estar para chegar um novo livro do universo das "Jóias Negras", com Daemon e companhia, nos próximos anos. Mas atenção: nada disto é oficial!

Conversámos sobre o papel das mulheres nas suas obras. Anne Bishop garante que se diverte imenso em inverter os papéis dos géneros, gostando de transmitir às suas leitoras mensagens de poder, forçar e confiança. A autora admitiu ainda ter uma forte ligação à natureza, sendo por isso impossível não abordar esta temática nas suas obras. Quando lhe perguntei qual era o livro que mais gostava, respondeu que era sempre aquele em que estava a trabalhar no momento. Logo de seguida confidenciou que tem, no entanto, uma personagem predilecta: Daemon Sadi! Curiosamente, já na sessão de lançamento da sua última obra, disse que não gostaria de ver o mundo das "Jóias Negras" adaptado em filme ou série pois dificilmente existe ator capaz de interpretar esta figura tão amada. O público concordou.

Anne Bishop revelou como é a sua rotina e foi possível perceber que é uma autora muito disciplinada. Acorda cedo todos os dias e vai ver alguns episódios de uma série. Diz que é uma forma de se preparar para o que vem a seguir: escrever no seu portátil. Todos os dias estabelece uma meta que tem de ser cumprida. Admite que há duas mais fáceis do que outros, mas nunca desisti ou se deixa desmoralizar. Concluído o trabalho, pratica yoga, faz jardinagem, está com quem mais ama. Em março será publicado o seu novo livro nos EUA, mas já está a trabalhar no próximo. A primeira fase desta obra tem de estar concluída até antes do Natal, sendo que depois chega um período de pausa. Depois do Ano Novo, volta a pegar no seu trabalho e a fazer as alterações necessárias. Ou seja, quando um novo livro está a sair no mercado, a autora já tem outro pronto e está a preparar-se para começar o próximo. Apesar do rigor, foi possível perceber que não escreve por obrigação, mas que gosta realmente do que faz. Anne Bishop mencionava sempre o quanto gostava de "brincar" com estes mundos que cria e as suas personagens, a quem chama "os meus amigos imaginários". Um amor que se percebe na leitura.

Este é apenas um resumo da conversa com a autora. Posso acrescentar que os minutos passaram a correr e que foi um verdadeiro prazer ouvir o que Anne Bishop tinha para contar. Depois da apresentação, que começou com um uivo colectivo, teve muitas gargalhas e aplausos, seguiu-se a sessão de autógrafos. E que fila tão longa de fãs desejosos de estar perto desta escritora! Muitos livros foram assinados e muitas fotografias tiradas, com Anne Bishop sempre sorridente.



Antes de sair, ainda passei pela banca da editora e trouxe novas aquisições para casa. Como resistir?



Este foi um dia realmente especial. Tinha que vos apresentar um curto resumo do que aconteceu, e peço desculpa se não me demoro mais a escrever sobre outros momentos do programa do Festival. Quero agradecer às Edições Saída de Emergência por esta iniciativa  e pela simpatia de todos os elementos da organização presentes no local. Agora venha a segunda edição! Esperem, ainda não vos disse? O segundo Festival Bang! foi confirmado. Vai acontecer em Outubro do próximo ano e já tem um nome de peso: Robin Hobb! Sim, as novidades para 2018 são mesmo entusiasmantes.

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Novidades da Planeta para Novembro

O Senhor das Sombras, de Cassandra Clare
Sinopse: No 2º livro da trilogia «Os Artifícios Negros», Cassandra Clare regressa à Los Angeles sombria de Lady Midnight, explorando o lado mais negro da Lei do Anjo e os limites físicos e psicológicos das suas personagens, a braços com a intolerância da Clave e as exigências de Faerie.



O Silêncio, de Fiona Barton
Sinopse: Quando um parágrafo num jornal revela uma tragédia com décadas, a maioria dos leitores quase nem se apercebe. Mas, para três estranhos, é impossível ignorar...
Numa demolição em curso de uma velha casa de classe média em
Londres, um trabalhador descobre um esqueleto minúsculo, que parece estar enterrado há anos. Para a jornalista Kate Waters, é uma história que lhe chama a atenção. Escreve uma notícia para o jornal onde trabalha, mas sente que faltam muitas respostas, e a pergunta que lhe surge é: quem é o bebé sepultado?
À medida que Kate investiga, descobre ligações com um crime que
abalou a cidade há anos: um bebé recém-nascido foi raptado da maternidade de um hospital local e nunca foi encontrado. Os pais ficaram devastados pela perda e ausência de respostas. Mas há muito mais nesta história e Kate investiga a casa e o passado
das pessoas que moraram no bairro e que se recusam a falar do grande mistério do rapto da criança.
E Kate depressa se encontra na posse de segredos inesperados que
surgem das vidas de três mulheres — e divididos entre o que ela pode e não
pode contar...


O Oráculo Escondido, de Rick Riordan
Sinopse: Primeiro livro da nova trilogia do autor - As Provações de Apolo -, que volta a Percy Jackson e retoma as aventuras dos heróis do Olimpo!
Rick Riordan volta aos deuses do Olimpo nesta nova trilogia e retoma os acontecimentos do último livro da série os PERCY JACKSON - Os Heróis do Olimpo.
Nesta série, Rick Riordan traz a aventura, o mistério e o humor já tão característicos dos seus livros, onde mistura a vida moderna dos jovens de hoje com a mitologia e história.





Passa a Noite Comigo, de Megan Maxwell

Sinopse: Dennis é um bonito professor brasileiro, que durante o dia dá aulas num instituto alemão e de noite aulas de forró, uma dança típica do seu país. No fim do ano escolar recebe uma excelente oferta de trabalho para um refinado e reputado colégio inglês que aceita sem hesitar.
Quando chega a Londres gosta imenso. Novos ares, novas conquistas e amigas que reencontra mostram-lhe a cidade e falam-lhe de locais swinger, a que depressa recorrerá para desfrutar do intercâmbio de parceira e do tipo de sexo que gosta de fazer com as mulheres.
Tudo se complica quando conhece Lola, uma espanhola com uma personalidade endiabrada, diferente de todas as mulheres que já conheceu... mas ela não cai a seus pés como está acostumado e que dá todos os sinais de o estar a usar. Dennis que nunca se apaixonara não percebe porque cada vez que a vê o coração dispara.




Novidade da Suma de Letras para Novembro

A Menina Silenciosa, de Hjorth e Rosenfeldt
Sinopse: Suécia. Uma bonita casa branca, de dois andares. Dentro, uma família brutalmente assassinada - mãe, pai e duas crianças pequenas, mortos a tiro, em plena luz do dia. E o assassino escapou. Sebastian Bergman, com o Departamento de Investigação Criminal, tenta deslindar o crime, mas, com o principal suspeito morto, está num beco sem saída. Até que descobre que há uma testemunha do crime.
Uma menina, Nicole, viu tudo e fugiu, assustada. Quando a encontram, descobrem que o trauma do que viu a deixou totalmente muda, comunicando apenas através de caneta e papel. Os seus desenhos revelam um facto convincente e inescapável: ela viu o assassino. Bergman fica obcecado com o desafio de romper a parede de silêncio de Nicole. Enquanto isso, o assassino está apostado em garantir que ela fique calada.

Disponível a partir de dia 2.